RESUMO

 

A pesquisa adotou a perspectiva de que o audiovisual é um campo contemporâneo de convergência de formatos, suportes e tecnologias. Em seu interior, a televisão demanda de seus estudiosos uma epistemologia que dê conta da perspectiva de seu devir audiovisual, problema de origem da pesquisa em pauta. Inscrita na LP Mídias e Processos Audiovisuais, teve como corpus um conjunto de panoramas de reality shows, os quais além de incluírem como em nenhum outro lugar espelhos, câmeras e imagens especulares, neles as imagens especulares se multiplicam com um grande grau de autonomia, com duas funções concomitantes: penetrar tecnicamente as vísceras da “realidade” e criar imagens que são “realidades” em si mesmas, sendo por isso lócus privilegiado de desvendamento da natureza das imagens audiovisuais realistas de TV. Os objetivos - que eram expandir a reflexão sobre audiovisualidades e a natureza das imagens de TV, implementar a metodologia das molduras, experimentar outros procedimentos desconstrutivos de panoramas televisivos e analisar em especial as ethicidades relacionadas à especularidade em mundos televisivos - foram alcançados, bem como os resultados esperados. Contribuiu para a criação do Diretório de Pesquisa “Audiovisualidades” e colaborou - com textos publicados, criação de novas disciplinas de graduação e de pós-graduação e com a orientação de bolsistas IC, mestrandos e graduandos - para a produção do Grupo de Pesquisa Audiovisualidades. Contou com apoio da FAPERGS (BIC) e do CNPq (PIBIC).

 

Período: 2005-2007