RESUMO

 

A televisão participa da instituição imaginária de sociedades e culturas. Ela o faz principalmente instaurando mundos televisivos, nos quais têm visibilidade pessoas, objetos, durações, fatos e acontecimentos que são as subjetividades virtuais aqui chamadas de ethicidades televisivas. As ethicidades mais sólidas - como as emissoras, os canais, os gêneros, os programas, a programação e os panoramas televisivos - são enunciadas no interior do mix de molduras e moldurações sobrepostas que é a televisão, e são também molduras e moldurações de outras ethicidades.

Quase sempre homológicas, as moldurações são, no entanto, tensionadas umas pelas outras e, em seus confins - às vezes contra eles - estão situadas certas práticas que dão a ver as técnicas, as éticas e as estéticas que participam dos sentidos identitários na TV, deixando ver também como são enunciadas as alteridades - uma questão crucial no processo de globalização. Os apontamentos dessa pesquisa em Comunicação são feitos a partir de uma cartografia de molduras e moldurações praticadas pela TV aberta no Brasil, dentre as quais foram privilegiadas certas práticas dissolventes, cuja natureza é técnica e que estão relacionadas ao progresso do estado da arte.

Vinculada à linha de pesquisa “Mídias e processos socioculturais”, a tese inscreve os mundos televisivos na cultura dos brasileiros, problematizando a brasilidade televisiva em relação à ethicidade dos brasileiros, entendida esta como uma questão mais vital que a ethicidade brasileira.

 

Período: 1999-2002

 

TESE DE DOUTORADO